quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

As vezes me perguntam por que gosto tanto de viajar deixando pra trás minha casa ,minha família e meus amigos. A resposta me parece simples: durante a viagem eu tenho tempo para mim. Converso comigo, coloco a cabeça para funcionar e sacio minha sede por imagens e fatos surpreendentes.

Um amigo me perguntou: Como consegue viajar sozinha? Respondo que eu tenho duas escolhas, ou não viajo por que não tenho companhia e porque as pessoas acham que viajar é algo de segunda ordem em suas vidas, e assim abro mão de ver o mundo, coisa que mais desejo. Ou vou sozinha mesmo, dilatando as pupilas, me emocionando. Escolhi a segunda, ela evita que eu tenha uma vida ordinária, e seja uma pessoa infeliz. Estou sozinha em viagem, mas não sou sozinha.

Ao voltar pra casa, me sinto diferente, forte, mais sábia, mais bonita. Ilusão ? Sei lá , temos tantas na vida que mal há em cultivá-las enquanto conheço o mundo e novas pessoas. Estou feliz.

domingo, 18 de novembro de 2007






"Quero viver como um passarinho

Cantar, voar sem direção

Quando quiser construir meu ninho

Hei de encontrar um coração

Por enquanto eu quero viver

Com toda liberdade

Cantando aqui, pousando ali

Esta é a minha vontade



Não, eu não quero prisão

Para o meu coração'

Eu não quero

Será bem triste o meu fim

Se eu não conseguir

Ter a minha vida assim

Será,Será bem triste o meu fim

Se eu não conseguir

Ter a minha vida assim



Quero viver!Quero viver como um passarinho

Cantar, voar sem direção

Quando quiser construir meu ninho

Hei de encontrar um coração

Por enquanto eu quero viver

Com toda liberdade

Cantando aqui, pousando ali

Esta é a minha vontade

Esta é a minha vontade

Esta é a minha vontade"



Passarinho, Chatim. Copyright by EDITORA MUSICAL SONATA LTDA. (FERMATA).

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


Fazer sentido é tudo. Tem dias que eu nem sei qual é o meu sentido, se é que ele existe nestes momentos. Mas agora eu sei. Dias radiantes de sol, com noites exuberantes de estrelas. Risos. Fazer o que ? Ser feliz.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Hoje queria um céu com fogos de artifício pra comemorar a vida, a minha vida.
Hoje queria fogos...luz ...cor...som
Tudo que tornasse o mundo uma festa
Algo que iluminasse as sombras
Qualquer comemoração, alegria, explosão
Hoje queria que ouvissem meu sorriso, minha gargalhada,meu escárnio
Estou assim, feliz comigo, reencontrada
Talvez por hoje, mas ainda assim, maravilhosa
Hoje estou eu.
(Flor de Maio)

domingo, 21 de outubro de 2007

Brisa do mar
Composição: João Donato
Brisa do mar,Confidente do meu coração
Me sinto capaz de uma nova ilusão
Que também passará,Como ondas na beira de um cais
Juras, Promessas, Canções
Mas por onde andarás
Pra ser feliz não há uma lei
Não há, porém, sempre é bom
Viver a vida atento ao que diz
No fundo do peito o seu coração
E saber entender
Os segredos que ele ensinar
Mensagens sutis
Como a brisa do mar

sábado, 20 de outubro de 2007


Texto da carta enviada para mim pelo meu "Melhor Amigo" João Leandro.

"Janete:
Lá se vão dias sem te ver.
Tenho no pulso a materialização disso.
Explico: Lembra dos tambores?
Onde índio é flamenguista e claro, torcer pelo Flamengo é coisa de 19 de abril?
Pois é, tenho no pulso até hoje a fita ( só não me lembro de qual santo).
Na verdade já em frangalhos, porém marcando como agenda oficial os dias sem te ver.
Saudades , João Leandro 16/10/2007"

Te amo João!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007


O futuro é algo estranho. Nunca sabemos como iremos nos adaptar a ele, e se ele se adaptará a nós. Muitas vezes dá um medo enorme, pois cada vez mais procuramos segurança , estabilidade, certezas. Isso numa sociedade como a nossa, significa claramente emprego, dinheiro, salário, fundo de garantia, etc. Essa parte instrumental da vida é importante sim para quem não é rico. O meu trabalho me garante o salário que me permite viajar e assim fugir do trabalho que me estressa, esquecer de que estou presa a ele pela necessidade de ganhar dinheiro e assim, poder fazer o que amo, viajar. Uma loucura né? Não é atoa que devemos parecer loucos para muita gente.
Mas o futuro também se traduz num momento de expectativa. Ambiciono chegar a lugares que conheço mesmo nunca tendo estado lá. Lugares dos quais sinto saudades sem nunca tê-los visto. E assim, aguardo a hora no futuro em que esse encontro se realizará. Também ambiciono me tornar uma criadora. E portanto, correr mais riscos do que simplesmente reproduzir boas fórmulas, bons modelos. Ousadia é uma ambição para mim. Mais do que estabilidade. Quero ousar me reconstruir em outro lugar , com outro perfil e talvez com outras habilidades. Ao falar disso me lembro da história de Rimbaud. Um dos maiores poetas de todos os tempos produziu seus poemas até os 17 anos , depois transformou-se em traficante de escravas na Abissínia onde acabou contaminado pela sífilis. O final é ruim, mas ele aproveitou bem. E o melhor, talvez , tornou-se assim inesquecível.
É parece fácil mas não é. Fazer a diferença para os outros pode até ser. Mas para a gente mesmo é difícil. Eu gostaria de ser o que ainda não dou conta de ser. O pior é que nas poucas vezes que realmente pensei que eu poderia ser assim, inteiramente eu mesma, fora de qualquer controle, acessando meus instintos sem medo, me ferrei. Risos. Esqueci que nem todo mundo pode ser assim ou quer ser assim. Mas uma coisa Nietzsche tem razão. Mais vale a gente viver nossa Vontade de Potência e se arriscar a gozar ou sofrer, do que ter uma vidinha alegrinha e rançosa. Eu me submeto ao risco. Me ferro na maioria das vezes, mas quando me recupero reencontro o meu filósofo predileto a me dizer , valeu. Pois ser feliz é assim mesmo, um instante , um suspiro, mas aqui, na vida, no mundo real, sem idealizações , sem expectativas. Dê tudo, viva tudo, mergulhe de cabeça, e no final, aprenda com a perda, com as decepções, com o desamor. Aprenda que da próxima vez fará o mesmo, sem medo, de olhos abertos mergulhará fundo, pois é só um instante e ele passa, mas pra quem o reconhece é como um orgasmo, instintivamente poderoso.
É por essas e outras que sou cautelosa quanto aos futuro, mas não ele não me amendronta ou paraliza,mais, me leva a dar um passo a frente, ao seu encontro. Quero que chegue logo o amanhã, e o amanhã de amanhã. Quero ver logo o que vem pela frente, pois eu estou aqui, pronta a enfrentar o que vier, amar o que encontrar , despedir-me do que deve ser esquecido e principalmente me entregar a novas experiências. Quero o futuro, quero a vida já.




quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Vou ao mar lavar a alma,
pisar na areia
deixando minhas pegadas
mostrar que eu existo.
Vou ao mar rever a paz
procurar novos amigos
sorrir para o sol.
Depois de ir ao mar, volto a luta,
forte,audaz ,restabelecida de tantos golpes.
Vou ao mar e volto a vida
tão pouco tempo e tantas revoluções.

terça-feira, 9 de outubro de 2007



Hoje acordei com saudades do meu francês predileto, Remyway.




Não me procures ali

Onde os vivos visitam

Os chamados mortos.

Procura-me

Dentro das grandes águas

Nas praças

Num fogo coração

Entre cavalos, cães,

Nos arrozais, no arroio

Ou junto aos pássaros

Ou espelhada

Num outro alguém,

Subindo um duro caminho

Pedra, semente, sal

Passos da vida.

Procura-me ali.

Viva.

Hilda Hilst

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Tal qual uma guerreira a gente vai assim enfrentando cada obstáculo na vida. Respirando fundo a cada passo, que é só o primeiro do resto de toda nossa vida. As vezes chegamos a dar passos pra trás, passos fora. As vezes não queremos nos mover. Mas tem uma força que nos pega e nos empurra, põe em movimento, gritando aos nossos ouvidos: "EM FRENTE!"

Não sabemos de onde vem, qual seu nome ou seu objetivo. Só nos sentimos confiantes a prosseguir. E assim, entre "encontros e despedidas" acabamos seguindo em frente.

Talvez o mais importante é quando constatamos que por mais frágeis que as vezes possamos parecer, quanto mais idiotas agimos, mais reaprendemos a ser humanos. Pois a fortaleza é uma ilusão. É preciso ter dúvida e medo para reafirmarmos nossa força e coragem. Dos problemas não se foge , se enfrenta.

Pra variar me lembro de Chico: " A minha certeza é feita de dúvidas..." Simples e lindo, não?

O que me faz forte é saber que posso ser frágil, posso errar, posso parecer idiota, mas acima de tudo, sou eu que decido. E agora eu decidi voltar a ser forte.

terça-feira, 2 de outubro de 2007



LUCIDEZ É ALGO MUITO DIFÍCIL!

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Tem o lúcido, daquele que eu escrevi lá. Que o lúcido é isso aqui. Tem o ciente. O ciente é o saber, do qual Jesus não sabe ler, nem escrever, mas ele aprendeu toda coisa de tanto ele ver o lucidar. “A tua lucidez não te deixa ver…”. A inlucidez e a lucidez. A lucideze e a inlucidez. Tá bom. E o sentimento, né? Consciente, lúcido e ciente e tem o sentimento. Tá bom. O que fica pegando a… colhendo, gravando, é o sentimento.
( Estamira, emocionando aqueles que não estão sob o julgo do "Trocadilo", e não é "esperto ao contrário".Estamira é a "beira do mundo" um "homem par").

domingo, 30 de setembro de 2007



Falar o quê dessa senhora, com olhar distante, pele envelhecida e palavras cortantes.

Ela nos fala de mulheres fortes, inteiras, intensas. Despreza as dissimuladas, as teatrais, as sofridas. Enfrenta a vida com coragem. Ou faz com que tudo perca a ilusória importância.

Li seus poemas e me reconheci, não na mulher que já sou, mas naquela que dia-a-dia luto para ser. Sem máscaras, maquiagens ou limitações. Nem sempre feliz, mas ainda sim, inteira.

Hilda Hilst, a cada estrofe, uma descoberta de mim mesma.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Do Desejo
Hilda Hilst
E por que haverias de querer minha alma na tua cama
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas,obscenas,
porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo, prazer,lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando aquele outro.
E te repito: por que haverias de querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Hoje eu vi um show, não foi de rock, nem de mpb, muito menos de rap. O espetáculo foi sociológico, antropológico, historiográfico, filosófico, humanista. Cara, como no meio da miséria em que vive milhões de brasileiros , sem ter o que comer, sem ter em que trabalhar, não tendo nada em que acreditar , surge assim, um Mano Browm. A gente precisa perder o medo dele pra se apaixonar por ele. Porque Browm é a prova viva que por mais desgraçada que esteja a vida dessas pessoas, lá acuadas no seu mundo, existe o conhecimento humano, capaz de fazer de um negro semialfabetizado, alguém que entenda o mundo melhor que muito intelectual.

A vivência ensinou a esse homem , de cara amarrada, sorriso escasso, mais que muito banco de escola. E ele mesmo assim, defendeu que as crianças tenham direito a escola, o mesmo espaço que ele não aguentou. Porque Mano Browm não aguentou? Porque viu mais que a gente? Porque sofreu mais preconceitos que outros? Porque era um malandro qualquer? Mano Browm é como milhares de jovens que todos os dias desistem de continuar estudando, porque na maioria das vezes a escola não lhes diz nada. E eles estão com a razão.

A escola está falida pois, a falta dela talvez tenha possibilitado a esse nano do Capão Redondo, um dos lugares mais esquecidos do planeta, ter atitude, vontade, garra, e senso crítico. A escola de regras e saberes pedagogicamente articulados não conhece Mano Browm , assim como não conhece os meninos e meninas que ali sentados, assistem passivamente o teatro da educação. Essa educação que ensina a comportar, mas não ensina a urrar diante das injustiças. Que faz de professores meros técnicos sem paixão pelo ensino, pelos alunos e pela vida. E nem vou falar aqui em números.

Mano Browm hoje mostrou para todos aqueles que são inteligentes o suficiente para ouvir , que são democráticos não apenas de carteirinha, e que respeitam a diferença, que tudo é tão óbvio, mas a gente não vai pensar nisso. A gente vai trocar de carro, viajar, fuder e achar que está em Nova York. A vida assim ganha sentido. A polícia segura os caras nas favelas e a gente dança na cafieira o samba de um preto de lá. Mais um jovem não chega aos 20 anos e a gente daqui, falando em cultura popular, "preto é lindo", "sou mano". Hipocrisia. Somos sim a favor que caras como estes não existam, para que eles não apontem em nós as nossas contradições.

Vi parte da entrevista, mas vi talvez o final mais interessante de uma história de conflitos, essa travada entre imprensa e Mano Browm. O jornalista , Markum, atiçou..."eu era do tempo do paz e amor, e vc? Mano Browm é paz e amor? " Resposta: "Não, pois a vida não é assim". Ser hippie , ser louco, inconscequente, viciado, pirado, quando amanhã pode deixar tudo de lado e garantir um bom emprego, um bom salário, uma vida confortável é mole. Vá na nascer onde nasceu Browm, vá crescer sem expectativa, sendo o lixo do lixo do lixo de uma das cidades mais ricas do mundo. Vá lá falar de paz e amor...Mano Browm nos ensinou muito hoje, só que os ouvidos continuam tapados.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007


Muitas vezes nos achamos repletos de certezas, e assim, desafiamos a vida que insiste em nos surpreender. E ela teima em fazê-lo, mesmo na hora do último suspiro, quando redescobrimos o quanto é bom viver. Passamos por dias estranhos, cobertos de dúvidas, aí sofremos, choramos, mas ainda assim, acreditamos que tudo pode melhorar. É esta esperança que nos permite levantar e seguir em frente, fortes, renovados. Em meio a tantos acertos e desacertos vivemos assim, nossas vidas , buscando fazê-las menos ordinárias.


Eu sempre me recordo apaixonada pela vida. Passei por momentos de pressão nos últimos dias que me fizeram achar algumas coisas mais importantes do que são. Descobri que sou capaz de me auto-enganar e sofrer quando não havia motivo. Besteira? Talvez sim, mas como mulher vou me descobrindo assim, até nos meus exageros. Hoje olho o entorno e vejo amplas possibilidades, e vou atrás de cada uma delas, se darão certo não sei, mas vai ser bem divertido o caminho.


Me sinto assim inteira, pra quem já se viu Dora Maar ...risos...isso é um avanço. Tenho no momento várias paixões, e quero apenas que elas me divirtam. Sem isso não tem a menor graça. Vou assim levando a vida e aos outros menos a sério, para cuidar cada vez mais e melhor de mim.

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Lutar sempre até a exaustão...ufa...falta pouco...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

" Se temos rum à mão, bebemos um trago e saio do nocaute em poucos minutos. Mas habitualmente não temos rum, nem nada. Só ela e eu. Dois loucos que se amam. Tudo começou faz trêz anos. Com sexo. Não queríamos nada mais. Gostamos um do outro. Mas pouco a pouco aquilo começou a esquentar. Às vezes , ela sobe, se enfia na minha cama e dormimos juntos a noite inteira. É bom dormir com alguém. Ter pesadelos ou sonhos.Despertar a seu lado. Sentir o calor desse corpo, os dois nus, se acariciar. Às vezes , passou uma hora ou mais com uma ereção tremenda, mas não meto. Só lhe faço carinhos. Quando lhe baixa a cigana, me joga os búzios e me diz alguma coisa do futuro. Geralmente acerta. Ou me traz um prato de comida . Ela cozinha mal. Com pouco sabor. Incrível, mas verdadeiro: trepando é uma coisa, mas é a pior cozinheira que os olhos humanos já viram, como diria Cristóbal.

Bom , o que quero dizer é que fomos nos aproximando sem perceber. A solidão é terrível. A gente se afeiçoa até por um cachorro ou por um gato, que são animais idiotas, como não vou me afeiçoar por essa mulher quente e depravada? O melhor de tudo é isso: a sua depravação, a sua total ausência de decência, de normas. A grande puta. Se um dia escrever sua biografia, não sei como fazer para não pensarem que é só pornografia pesada. Ninguém vai acreditar que é um romance verdadeiro sobre uma mulher doce que se enrosca no meu pescoso e me seduz com sua maça. E me prende e me hipnotiza até que por fim aparecem sobre nossas cabeças os querubins e a espada flamejante e nos expulsam do paraíso."
( PEDRO JUAN GUTIERREZ, ANIMAL TROPICAL)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007


Segunda-feira, tudo de novo.As notícias parecem antigas. Não leio mais jornal, dá preguiça. Quando leio me detenho nas manchetes, elas parecem dizer tudo ou trazer o mais importante. No mais tenho sentido tudo como um "museu de grandes novidades"como dizia Cazuza. Tudo parece "requentado" e sem muito sentido. No congresso a gente vê "lobos em pele de cordeiro" defendendo a democracia. Onde ja'se viu o PFL virar Democratas? O dia que vi pensei: é cara realmente a democracia precisa ser rediscutida. O conceito virou um produto como qualquer outro. Borhausen democrata, é com pensar em Hitler como um humanista.


Mas as vezes o mais interessante são as fofocas. Quem ficou com quem, quem traiu quem, enfim, quem está sozinho. A vida do outro faz a nossa ter mais sentido...acho que assim que as pessoas se sentem. Todo mundo querendo aparecer e louco para brigar por privacidade. Outro dia fiquei imaginando que se eu fosse uma celebridade estaria perdida. Não consigo viver 24 horas da dia com o cabelo arrumadinho, a roupa organizada, risos....eu seria com certeza considerada a mais deselegante.


Assim, ultimamente vivo em dúvida, do que é ou o que não é importante. Olho pro painel de fotos que tenho em minha casa e ele me responde.Alí está minha vida e os meus, no mais, sigo em frente. Talvez desejando mais que uma piscadela do gato da esquina, mas também achando que tá bom assim.

sábado, 15 de setembro de 2007


Do alto da serra a cidade é pequena diante da gente,gigantes na noite.

Faz frio , mas as palavras nos aquecem. Tudo vem a tona, como se fosse preciso dizer quem somos, lá no íntimo, por inteiro. A gente se conhece a um século, mas se encontrou a pouco tempo. A Música nem toca nossos ouvidos, monopolizados que estão do desejo de nos ouvir, assim, caso a caso, luta a luta, conquistas, decpções, emoções. A Noite termina, e nós estamos mais leves.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007




Sou Ana do dique e das docas

Da compra, da venda, das trocas de pernas

Dos braços, das bocas, do lixo, dos bichos, das fichas

Sou Ana das loucas

Até amanhãSou Ana

Da cama, da cana, fulana, sacana

Sou Ana de Amsterdam

(Chico Buarque)

Cansadinha...hj!

terça-feira, 11 de setembro de 2007








Postagem na madrugada


Alta produtividade


"O que se crê não se cria"(Titãs)


Creio e crio


Crio ou creio?


nem sei...


(Para você Leleco, beijos)

segunda-feira, 10 de setembro de 2007



Hoje eu vi, ninguém me contou. Como é fútil. Achei que pudessemos consumir só coisas, produtos. Hoje descobri que tudo é mercadoria. Troca, joga fora, põe na prateleira. Não adiantou Marx dizer, nem Freud avisar, e ainda menos Rimbaud ironizar.

Hoje eu vi. Com os olhos de Dora Maar. Vi e não vou esquecer.Vi e gostei de ter visto. Assim, perde a humanidade, vira lixo. Senti asco. Senti pena.

Hoje eu vi. E nada que me dizerem será mais claro do que os meus olhos viram. Nada será mais duro do que a certeza de que meus ouvidos acreditaram.Hoje eu vi e decidi nunca mais retornar a ver.

Hoje é o Fim.

drumondiando


UFA! Quase! Será ?

Lê, registra, escreve, corta, respira...

Inspira , reescreve...levanta

Sorri...chora...desespera...se irrita...senta...

escreve, escreve, escreve...dois dias...cinco horas...uma vida...

Quase lá...

Falta pouco...ufa!

Tudo de novo, agora...

Esquecer, mas lembrar...

ombro, perna, bunda...dolorido...

nomes...acertos...ufa!

acabou?

não ...tudo de novo.

sábado, 8 de setembro de 2007




Amigos...êta coisa boa!


quando tudo parece de perna pro ar a gente recebe um telefonema...sai para dar uma volta...conversa...


Eu tenho grandes amigos. Tem o João Leandro, o maior deles. Irmão pra todas as horas. Tenho os meu irmãos(Cláudio, Jac, Jane,Lalá e Lili), que sempre me apoiam e me pixam também, pois é preciso me mostrar que não estou com essa bola toda. risos... Tem as duas irmãs que a vida me deu Ró e Lú tão diferentes e tão iguais a mim. Ah tem o Teco com suas tiradas, seus puxões de orelha e sua companhia sempre segura. Tem Mamá, com sua música. Zazá com suas farras. SaintClair com nossas saudades. Luíz, a "Garça". Ah...gente... por que fui começar, agora não posso parar...risos. Tem a Franceny que entre umas e outras compartilhamos nossas angústias com a família. Tem João Alfredo, com sua inteligência, novo companheiro. Tem Ricardo, bom pra rir e me dizer na cara o que nunca queria ouvir, mas preciso. Tem Rodrigão, amigão, gostoso de abraçar e conversar. Tem James, gatíssimo, sumidíssimo, divertidíssimo. Tem Cló, linda , divertida, inteligente. Tem Vaninha, da cervejinha e do papinho sempre bom. Tem Meire das risadas e das cantigas. Tem Rémy, lindo , "francês" e deliciosamente cínico. Tem Maria Edna brava e dôce , nêga linda. Tem Pedro meu sobrinho, que me faz voltar a ser criança. Tem Suzana, vai um cineminha aí? Tem Isnara, baiana arretada. Tem Paulo, que me levou a conhecer sampa e tantas outras coisas. Tem Regina, professora, espelho e orgulho. Tem Dênio, que quando nos encontramos é muito bom. Tem Getúlio , gatão agora chegando a meia idade.risos...ele vai me matar. Tem Toninho, aquele tipo de amigo que por mais distante que esteja sempre será íntimo. Tem o Washi e a Paty...primos e companheiros sempre. Tem Frederico Cardoso, que traz tanta Paz e tanto Bem. Tem Fredy, que tenho certeza sempre irá me proteger. Tem Mário, cuja saudade não existe pois sei que ele está bem. Tem a bela Luiza, carioca de respeito.Tem meus alunos amados, Pidão, Marquinhos e Nivaldo, que me deram amor quando tudo parecia desamor. Tem o japonês Izaque.Tem o confuso do Milton. kkk.Tem o divertido do Leleco. Tem a dôce Aline Sorice. A Bela Luana. André e Pedro tão novinhos.A ótima companhia de Gravito. Tem os jedis Dalton e Igor. O "africano" Cláudio. E aí vai...sempre chegando mais , mais e mais....
Ah.. E tem Mary Francisca, que me ligou ontem de Dublin e me fez pensar em quanto eu sou abençoada , por ter a minha volta tantos amigos, e por sempre estar aberta a conhecer mais. Quem sabe hoje? Mayroca , Te amo!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

INDEPENDÊNCIA OU MORTE?

HUMANIZAÇÃO OU MORTE!

EDUCAÇÃO OU MORTE!

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL OU MORTE!

RESPONSABILIDADE OU MORTE!
TRABALHO OU MORTE!

INDIGNAÇÃO OU MORTE!

RESPEITO OU MORTE!

DIGNIDADE OU MORTE!
FUTURO OU MORTE!

Viajar é mais


Viajar,

esse movimento que tira a gente desse lugar comum, dessa rotina, desse cumprir tarefas.

Ao viajar conseguimos nos distanciar das nossas coisas boas e ruins. É nesse deslocamento que podemos repensar nossa vida, redefinir nossos projetos, ambicionar quem sabe novos destinos. Certamente viver para viajar é algo que mais ambiciono. Andar pelo mundo e ver como as pessoas se comportam, se viram, convivem, ou não. Gostaria de conhecer novas culturas, tradições e religiosidades. Fazer amigos por onde passar. Amigos que trarei para minha casa, lugar do minha segurança, onde espero recuperar energias para uma nova viagem.


O mundo é muito grande para a gente conhecer só o nosso lugar. Será que ele é nosso? Ou será que nos acostumamos a pensâ-lo assim. Talvez nos dê segurança termos mapeados nossos caminhos, assim, como se pudêssemos acessá-los com os olhos fechados. Mas essa segurança as vezes nos faz sentir assim, sem mais nada a fazer.


Conheço gente que conhece bastante o mundo. Me parece que são de um tipo diferente. Menos apegados, mais autônomos, sei lá ... Gostaria de me ver assim, sem tantos apegos, fazendo transportar na minha mala a minha afeição e o meu carinho pela minha família , meus amigos, meus alunos. E assim, descobrir em um lugar distante, pois lá também tem gente a qual eu gostarei de amar, de me tornar amiga, de tornar minha família.


Quero ser "Cidadã do mundo", por que acho que apesar de tudo, ainda é possível encontrar gente bacana, solidária, fratena , honesta. Gente que está a 100 , 200 , 5000, 30000km daqui. Que fala línguas que eu nem sei, mas me surpreederão.


Estou com muita vontade de ir...

E nestas horas não há como não lembrar da música do Legião Urbana, a que eu mais gosto deles, "Mauricio" e a frase que colou a tanto tempo na minha cabeça e numca mais saiu "ir a algum país distante , voltar a ser feliz". Não que aqui não haja felicidade. Não que aqui não haja muito a fazer. Mas para alguns desterrar-se é a melhor forma de fazer sentido, aqui , ali ou "por esse mundão de meu Deus."

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Ahhh a História...







"Eu queria conjurar o demônio e escrever sobre tudo o que as pessoas escondem. Todos querem ser agradáveis , cultos, precavidamente sensatos. Isso não me interessa.De forma que a primeira providência era me afastar desse tipo de gente. O aprendizado seria solitário. Eu não tinha de perguntar nada. O escritor perfeito é um fantasma invisível. Ninguém pode vê-lo , mas ele escuta e vê tudo.O que há de mais íntimo e secreto em cada pessoa. Atravessa paredes e se enfia no cérebro e na alma dos outros. E depois escreve sem medo. Tem de arriscar. Quem não se atreve a chegar ao limite não tem o direito de escrever. É preciso empurrar os outros personagens até o limite. É preciso aprender a fazê-lo . Mas ninguém sabe como ensinar como se faz isso."
( Pedro Juan Gutierrez, O Ninho da Serpente)

Dissimulada humanidade, essa que nos fala de afeto e nos apunhala sem dó. Fazendo de tudo consumo, fazendo de tudo nada, tratando a todos como mercadorias descartáveis. Muda a história, vira a página, o próximo...

Pra sobrevir melhor escolher não viver...evitar o risco...evitar sentir. E assim chegamos inteiros. Inteiros? Cacos humanos sem afetividade. Humanidade fragilizada.

Tenho visto jovens caretas demais , machistas demais, para aqueles que deveriam estar lutando contra toda essa cultura mesquinha. Isso me leva a ter menos esperança. Talvez sejam os jovens errados...

Queria estar como Drummond além das fronteiras e ver além...crer além. Amanhã talvez...hoje continuo achando tudo pequeno demais para parecer humano.


Os Escritores são "bichos" estranhos. Observam o que os nossos olhos são incapazes de ver e fazem do banal algo surpreendente. Viajantes passeiam por nossas cidades como estrangeiros sempre a buscar matéria literária. E de repente, aquela nossa fala esquisita, o nosso nome sugestivo ou a nossa "vacilada" vira conto, novela ou poesia.

"Bestas" somos nós que não deixamos os olhos da imaginação funcionarem. Caducos que somos nas nossas certezas. Pobres em experiências vividas e ou compartilhadas. Preguiça de prestar a atenção no entorno, nos fazendo assim, nada nada surpreendentes. Hoje a noite Ignácio de Loyola Brandão nos falou com a simplicidade de um filho de ferroviário como extrapolou o limite do óbvio e tornou-se um criador extraordinário. Pra isso teve coragem, de ousar mais do que lhe permitiram , de querer ir além do que seus olhos viam, de deixar a imaginação vencer o medo. Um criador. Isso é pra poucos...

O Lado Quente do Ser
Composição: Marina Lima - Antônio Cícero
Eu gosto de ser mulher
Sonhar arder de amor
Desde que sou uma menina
De ser feliz ou sofrer
Com quem eu faça calor
Esse querer me ilumina
E eu não quero amor nada de menos
Dispense os jogos desses mais ou menos
Pra que pequenos vícios
Se o amor são fogos que se acendem
Sem artifícios
Eu já quis ser bailarina
São coisas que não esqueço
E continuo ainda a sê-la
Minha vida me alucina
É como um filme que faço
Mas faço melhor ainda
Do que as estrelas
Então eu digo amor, chegue mais perto
E prove ao certo qual é o meu sabor
Ouça meu peito agora
Venha compor uma trilha sonora para o amor
Eu gosto de ser mulher
Que mostra mais o que sente
O lado quente do ser
Que canta mais docemente

Minha razão debalde ao leme se agarrava;A tempestade lhe rompia a quilha e as cordas
E a minha alma, ó naufrágio, dançava, dançava,
sem mastros, sobre um mar fantástico e sem bordas!
Os Sete Velhos

Charles Baudelaire
Gustave Coubert - Auto- Retrato

Como um parto, hoje indolor, o começo. A palavra que cansou de silenciar-se. Mais que grafismos que misturam-se compondo novas frases, idéias. Soltas, ingênuas, felizes, tristes, iradas, mas ainda sim idéias. Criadas no simples desejo de comunicar. Expandir observações e quem sabe ir além de onde o corpo já alcançou. Vencer fronteiras e fazer-se livre suficiente para parecer autônoma. Mas estou aqui. Criadora. Acho que o me motivou a começar foi realmente o desejo de criar. Então vamos...