domingo, 30 de setembro de 2007



Falar o quê dessa senhora, com olhar distante, pele envelhecida e palavras cortantes.

Ela nos fala de mulheres fortes, inteiras, intensas. Despreza as dissimuladas, as teatrais, as sofridas. Enfrenta a vida com coragem. Ou faz com que tudo perca a ilusória importância.

Li seus poemas e me reconheci, não na mulher que já sou, mas naquela que dia-a-dia luto para ser. Sem máscaras, maquiagens ou limitações. Nem sempre feliz, mas ainda sim, inteira.

Hilda Hilst, a cada estrofe, uma descoberta de mim mesma.

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