
Os Escritores são "bichos" estranhos. Observam o que os nossos olhos são incapazes de ver e fazem do banal algo surpreendente. Viajantes passeiam por nossas cidades como estrangeiros sempre a buscar matéria literária. E de repente, aquela nossa fala esquisita, o nosso nome sugestivo ou a nossa "vacilada" vira conto, novela ou poesia.
"Bestas" somos nós que não deixamos os olhos da imaginação funcionarem. Caducos que somos nas nossas certezas. Pobres em experiências vividas e ou compartilhadas. Preguiça de prestar a atenção no entorno, nos fazendo assim, nada nada surpreendentes. Hoje a noite Ignácio de Loyola Brandão nos falou com a simplicidade de um filho de ferroviário como extrapolou o limite do óbvio e tornou-se um criador extraordinário. Pra isso teve coragem, de ousar mais do que lhe permitiram , de querer ir além do que seus olhos viam, de deixar a imaginação vencer o medo. Um criador. Isso é pra poucos...
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